segunda-feira, 30 de julho de 2018

Contraproducente


Não existe algo mais inpalpavel do que as emoções, não há a quem culpa-las, para aonde se dirigir, não existe nenhum órgão responsável por elas... Mas mesmo assim a sentimos.
Sentimos e nos culpamos por sentir, de aceitar a dor, receber amor, deixar a lágrima cair, o sorriso alegrar o rosto... Atos de extrema coragem que só os mais audaciosos ousam permitir que tais coisas aconteçam. 
Somos um abismo, cada qual com seu detalhe específico e único, no qual poucos podem se aventurar e há aqueles que se atrevem a se jogar e explorar o nosso desconhecido mundo mesmo sem saber o que irá encontrar. Muitas vezes nem nós mesmos sabemos.
Do saber em saber, nos resta o controle, sentir menos, respirar pouco, controle, deixar as coisas se levarem sem grandes manifestações. Controle. Respirar em três tempos, não deixar a lágrima cair, se soltar o coração dispara, preferível que cada batimento cardíaco fosse inexiste, assim morremos por dentro.
Morrer, um outro ato de coragem, que todos temem e muitos o reproduz, vale mais morrer por dentro do que se permitir sentir, se deixar levar ao incontrolável universo das emoções.
Emoções a inpalpavel e a responsável da desgraça humana, a que nos controla e aquela que ousamos controlar, não há meio termo, não há paz, o equilíbrio entre o controle e o descontrole é uma linha fina esticada que se forçar arrebenta e você cai... Então encontra a dor, se faz e desfaz, se reinventa e encontra a paz, amar...

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