domingo, 30 de agosto de 2015

Primeira Estação

PAU-BRASIL - Rito da Primeira Estação        (23/08/2015)    - Foto Jennifer Glass

   É meio que muito complicado definir em palavras tudo isso, toda essa vivência / experiência.

   Loucura define melhor tudo. Desde o momento da inscrição até hoje. 

   O Teatro Oficina trás para mim certas sensações que em nenhum outro lugar pude encontrar, e isso é desde quando fui como público; E quando entrei no Corpo Indecente da Universidade, cada vez que passo por aquele portal vermelho, tudo se transforma, um amor nos envolve.
  Estar nessa primeira estação, eu tenho para mim como um presente de conhecimento, conjunto, aprendizado, relações... 
  Acredito que como em todo lugar, tem sempre um primeiro sentimento de "o que eu to fazendo aqui?", mas aos poucos (2h depois) se somou a um "eu to adorando tudo isso". Um lugar onde me encontro e me acolhe.
  Apesar de serem 16 dias (se não me engano) aprendi coisas á serem levadas para a vida, dia-a-dia, as relações entre as pessoas e a escuta...
Eramos / somos em 70 e trocentas pessoas (conta que nunca saberemos ao certo), entre Atuadores e Aprendizes, não necessáriamente nessa ordem, mas enfim; A chance de tudo virar uma grande feira eram inúmeras, a escuta era fundamental para todos nós, principalmente para os dias de criação de roteiro.
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   A escuta, aprender a ouvir.

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  Ouvir, escutar, vai muito alem de usar as orelhas e seus mecanismos. Mas sim estabelecer uma troca, receber oque está sendo exposto, digerir essa informação e depois colocar a sua ideia, como uma soma continua e infinita, uma construção homogênea para a criação. Construir junto. Fundamental para o processo do roteiro. Escuta necessária, que não ocorreu muitas vezes, tanto no roteiro como em alguns momentos das aulas. A relação não deve ser quebrada.
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   Relação, você e o espaço.

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   Quem é você? Onde estou? Como isso me afeta? Como eu me projeto no espaço? Teato. A escuta é você saber onde está, se colocar, receber e devolver. Teato. Tudo é uma relação, como essa cidade barulhenta e cinza me afeta? E como eu a entendo? E como me comunico com ela? É incrível como somos cobertos por N códigos, e como é gostoso saber e descobrir como se desprender  deles, a palavra não é extremamente necessária. 
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  Em tão pouco tempo ocorreram tantas coisas, que é realmente impossível dizer em palavras o que foi tudo isso, porque sempre vai ser isso e mais um pouco, é um processo pra somar, aprender e descobrir juntos. Acho que tudo que aconteceu não deveria ter sido nem uma virgula diferente.
  No rito, tudo oque aconteceu, tinha que acontecer pois era aquilo, não tinha como ser diferente, erros e acertos temos o tempo todo, ninguém é perfeito, e se fossemos que chato seria viver. Naquele domingo podíamos estar com oitavas acima ou abaixo, errado algumas entradas, mas o importante é que estávamos juntos e fazendo acontecer.
  Abriram-se os portões, está na hora de BotaFogo no Bexiga, o cordão vermelho se desloca pelas ruas com a vontade  e com o coração, sorriso no rosto e felicidade do sangue que arriscava adentrar as veias cinzentas das ruas sob o azul Cabralino do céu e das águas que por ai se escondem. "Salve o Prazer". Tudo não passou um fato estético. 

   Não existe definição melhor para mim, do que:
  "A primeira estação da Universidade Antropófaga foi o acontecimento religioso dos aprendizes. Pau-Brasil. Bárbaro e nosso."

   Evoé!

PAU-BRASIL - Rito da Primeira Estação        (23/08/2015)    - Foto Jennifer Glass


- Caio Bigliazzi     
   


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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Novidades de Agosto






    Demorou, mas chegou (kkkkk), muito tempo atrás escrevi um post sobre fotografias e câmeras analógicas, e comentei um pouquinho sobre a minha, que é uma Fisheye. Bom, o tempo passou e acabei esquecendo da câmera deixei ela de decoração na prateleira, mas eis que... Minha vida mudou loucamente!


   Nesse mês de agosto tive a oportunidade de participar da Universidade Antropófaga do Teat(r)o Oficina, e desde então minha rotina virou uma maravilhosa loucura e eu não pude deixar de registrar esse meu dia-a-dia, então resgatei a câmera e aqui estão algumas fotos:








































Em Breve Mandarei mais fotos.

Beijos e Abraços
Caio Bigliazzi


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domingo, 16 de agosto de 2015

E agora?




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     E lá vamos nós mais uma vez, nesse vai e volta muito louco. Tenho andado sumido, sempre pelo mesmo motivo (TEMPO), mas acredito que agora vou ter um pouco mais de tempo para me dedicar um pouquinho para o blog e ideias não param de surgir!

  

    Tenho pensado muito no blog, de uns tempos para cá, no que postar, no que fazer e não param de surgir ideias do rumo que iremos tomar, e como esse espaço faz parte de mim, não seria justo me desfazer dele.
    Mas enfim, andei pensando muito em que trazer de conteúdo para vocês e algo que eu consiga dar conta por que minha vida loca, não é fácil. Então para os próximos messes eu vou compartilhar um pouco mais do meu dia-a-dia, através da nova página do blog, "Diários de Bordo", que primeiramente vou colocar lá tudo que estou vivendo e passando na Universidade Antropófaga, na companhia Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.
  Fora o diário, vou continuar trazendo textos meus, desabafos (kkkkkkk), continuar fazendo matérias, pretendo compartilhar algumas fotos que tirei recentemente e mais pra frente voltar com as Web-Séries.
   No caso das Webs, pretendo voltar com algumas.Então logo espero estar escrevendo novamente elas. Agora a Web-Novela já não sei quando volta e nem qual vai ser a próxima, ainda tenho muito que pensar  sobre  o assunto...

    Aos antigos leitores: voltei para a festa, senti muita de estar com vocês! Para os novos: sejam bem-vindos!

    Abraços
    Caio Bigliazzi
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