segunda-feira, 3 de março de 2014

Meu Pequeno, Imenso Mundo!

 


Quando eu tinha mais ou menos 6 anos, tinha meu cantinho, um lugar mágico e especial, tudo nele era lindo e brilhante, eu tinha asas e o poder de salvar o mundo, desenhos conversavam entre si e saiam de seus papeis para brincar, os ursos de pelúcia e os bonecos eram excelentes cidadãos, carros disputavam corridas contra o tempo pois o mundo precisava ser salvo, qualquer objeto servia para algo, tudo se encaixava, como minhas pecinhas de lego e era bem nessa vila que habitavamos havia uma doceria chamada "Doces de Bruxas" e era de lá que saíam os melhores doces que já comi, esse era meu pequeno mundo.
Mas aos poucos e a cada dia que se passava menis se via os encantos daquele lugar, a vontade de crescer e a inevitável lei da evolução forçaram a ver as coisas de outras formas, naquele lugar onde era tudo divertido se tornou motivo de vergonha, coisa de criancinha, falava eu o mais velhos dos adultos com apenas 10 anos. O baú de brinquedos aos poucos se tornará, em um baú de tralha, os desenhos viraram lixo, e a vida já não era mais tão divertida naquela vila onde nem mais doceria tinha.
Mas antes tivesse ficado com os doces e encantos daquela vila pacata, onde as guerras eram para vencer o mal, e não para matar pessoas inocentes , la´onde se ganhava com um beijo ou abraço, se tornou uma crise econômica com falta de dinheiro, aqueles objetos que me serviam para tudo , não me eram mais uteis para nada, e o mais legal qualquer cidadão de lá gostava, era e tinha o poder que quisesse e não eram julgados por isso, com o passar dos anos aquele lugar cada vez mais se parecia com um quarto, usado para dormir depois que chegasse da escola, e aquele menino que era rei de um mundo se tornou mais um numero na face da terra, que no meu caso começa com 37 e o resto não me lembro.
Mas se existisse uma formula para voltar naquele pequeno mundo, eu voltaria, fecharia a porta e seria feliz novamente , e como mágica, adormecida dentro de mim, ainda me lembro do cheiro daquele lugar, o ar que entrava e o barulho de paz que tinha. E quando abri os olhos eu estava la´de novo , não era sonho, era realidade, eu sentia o cheiro, o ar, via as cores, graças ao meu nariz vermelho, eu abri um sorriso e comecei a chorar de felicidade, eu via o quão lindo e legal era aquele lugar e de pequeno não tinha nada, ele era imenso, imenso mesmo, imensamente grande; Com sonhos, desejos, alegria e muita imaginação que dava a vida da magia daquele lugar e dessa vez eu não tinha vergonha, muitos pelo contrario, eu queria levar todos para dentro pra brincar e se divertir comigo no meu cantinho imenso.

-Caio Bigliazzi
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domingo, 2 de março de 2014

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Caio Bigliazzi
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