quinta-feira, 4 de abril de 2013

Capitulo 87 – O Drogado




Capitulo 87 – O Drogado


-A Aline está gravida, vamos ter um menino, Arthur! Você é vovó! – minha mãe se sentou novamente.
-Que loucura menino, olha sua idade!
-Mãe não temos tempo para discutir loucura alheia, o casamento logo vai começar, e temos que sair logo daqui antes que aquele drogado saiba!
-Antes que eu saiba oque? – ouvi as vozes que eu mais temia ouvir aquela noite, e ao me virar pude afirmar que era o infeliz, que acabara de chegar.
...
...
Tremi, por medo, por ódio, por repulsa, por nojo... Pudia sentir o cheiro de pinga e de maconha misturados, fechei a cara imediatamente, não podia me deixar levar, me concentrei, apenas me levantei e não olhei mais nos olhos da minha mãe que ainda sentada, abaixou a cabeça, Aline estava atrás de mim. Pude ouvir os passos pesados dele que cambaleava em nossa direção, dei um passo para trás e já podia ouvir a respiração da Aline, que me deu a mão e depois passei o braço em torno dela.
Aline olhou para mim e provavelmente viu e entendeu oque eu queria dizer, quando lhe dizia de não ir para lá, e deve ter notado meu estado , ela simplesmente correspondeu o abraço e apertou meu paletó, com certeza ela pode sentir minha  respiração pesada e meu corpo tremulo.
-E então? – perguntou ele. – Oque eu não posso saber? – persistiu ele ironicamente.
Mesmo no estado que estava, ele era bem consciente, e ainda mais violento quanto o normal, eu realmente estava com medo, por mim e pela minha família, pois eu tinha consciência de que eu não conseguiria protege-los facilmente.
-Vocês não sabiam que é falta de educação, não cumprimentar as pessoas? – ele me encarou. – Hein moleque? Não tem educação? Cadê o “oi papai”, hein, cadê o beijo do papai e o abraço do papai...
-Você não é meu pai! – quase gritei, mas me controlei.
Apesar de estar quase explodindo de ódio, me contive, pois sabia que ele estava me testando.
-Porque voltou? Porque não ficou no seu mundinho? – ele me encarava, enquanto eu tentava me controlar. – Me responde!!! – gritou – E essa quem é? – ele esperou minha resposta, apontando para a Aline. – Hein, fala!!! É mais uma daquelas suas vadias?
Ele se aproximou e tocou o rosto de Aline.
-Até que é bonitinha, ela seria ótima para trabalhar ao lado de sua mãe!
-Não encosta nela!!! – gritei o empurrando para trás, oque o surpreendeu.
-Resolveu reagira agora? Hein moleque inútil.
Eu afastei a Aline e me pus a frente dele.
-Não encoste nela, seu nojento! – o amedrontei, em vão.
-Você pensa que é quem moleque?
Ele me segurou pela garganta e me encostou na parede, quando eu já estava ficando sem ar me soltou.
-Você é um menino mimado! Pensa que tudo é lindo e perfeito, mas a vida num é assim, seu pai podia parecer um exemplo, mas aquele desgraçado...
-Cala a boca! Não fale do meu pai, seu drogado, nojento de merda!
Ele me encostou novamente na parede agora me prendendo pelo cabelo.
-Cala a boca o infantil, não sabe nem metade da história...
Houve um momento de silêncio até ele se virar para a Aline.
-E você gracinha? Oque faz aqui? Se perdeu, foi?
-Se afasta dela!!!
Antes que ele pudesse chegar perto dela o detive, usei toda minha força para segura-lo mas não consegui aguentar muito, ele se virou para mim e me deu um soco no nariz, que começou a sangrar e a escorrer.
-Acho que você não tem jeito!
-Para com isso, deixe-os em paz! – minha mãe se manifestou, mas com uma voz tão calma, mas pelo menos ela tentou.
-Cala a boca, vadia!!! – gritou ele, para minha mãe que simplesmente abaixou a cabeça.
Olhei rapidamente para a Aline e ela estava com os olhos arregalados, e pálida, sem ação. Mas logo fui surpreendido novamente pelo infeliz, que me puxou novamente pelo cabelo, me forçando a me aproximar, e logo após me deu uma joelhada no estomago, me deixando mole, e me jogou no chão, me fazendo bater a cabeça no piso e nos moveis em volta.
-Vamos ver se agora você fica quieto!
Olhei novamente para a Aline e ela simplesmente me olhou assustada, mas sem fazer qualquer reação, então minha vista embaçou, por causa do choque com o chão.
-Voltando para você, gracinha! – disse ele maliciosamente.
Eu tentei levantar, mas não consegui.
Apesar da vista embaçada eu pude ver razoavelmente oque estava acontecendo, ele a rodeava com a cara de um leão a presa. Ela simplesmente o observava assustada.
Conforme minha visão foi se reformulando as coisas foram aumentando, ele agora a acariciava, oque me deixou com mais ódio, mas ainda não podia levantar, meu abdômen doía.
-Oque você acha de nos amar um pouco? – perguntou ele maliciosamente, com caricias mais agressivas. E ela simplesmente começou a chorar de desespero e eu a entendi completamente.
E logo fui tomado pelo desespero, ao me recordar do meu pesadelo, será que ele realmente iria virar realidade? Não! Não, podia deixar! Ela e eu não iriamos suportar tal... tal...
-Aaaaaararah! – choramingou a Aline em meio as lagrimas.
Olhei para o lado procurando achar algo para me apoiar para levantar e ao pé da poltrona de minha mãe estava a garrafa de pinga.
Tomado pelo ódio e o desespero, dediquei todas minhas forças para alcança-la e levantar, e depois acertei o infeliz na nuca, fazendo-a despedaçar e causando alguns cortes nele, não demorou muito ele estava desacordado. Com dor, me joguei em cima da poltrona para não cair.
-Vocês duas, vão para o carro agora!!! – gritei como pude.
A Aline ainda em estado de choque não se mexeu e então minha mãe a levou para fora.
...
...
Capitulo 88 – Vou proteger todos
Continua...

2 comentários :

Nya-San. disse...

Meldeus ,' demorou pra sair mais foi u-ú

,' Deu curiosidade agoora '0'

garotaperigosa.blogspot.com

Caio Bigliazzi disse...

É uma hora tinha que sair! kkkk Espero que gostem!