segunda-feira, 22 de abril de 2013

Capitulo 100 – Arthur



Capitulo 100 – Arthur

O livro inteiro foi escrito assim, basicamente autobiográfico e também fiz um parte inteira sofre o Arthur:
“Só de pensar, fico anestesiado de tanta felicidade, terei mais um amigo, voltarei a ter vida, a ser criança, brincadeiras não iram faltar, histórias não serão esquecidas, serei seu amigo por toda vida.
Não quero ser só o mais velho, e responsável por protege-lo e cuida-lo, quero estar com ele, poder fazer com que ele nunca esqueça o quão maravilhoso é poder brincar de ter um mundo, quando já se existe um!”
Fiquei todos os dias ao lado da Aline, mesmo que ela não soubesse, li o livro com ele, presenciei suas reações e seus sorrisos quando a história lhe contagiava, era magnifico ter um momento nosso e poder sentir seu cheiro.
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Ao terminar o livro a Aline o deixou no meu escritório em cima da escrivaninha e geralmente aos fins de tarde ela ia lá para ver alguma coisa no livro, depois sentava no sofá e ficava pensando, eu sei que ela sentia minha falta, e eu queria estar com ela, mas eu sei que não era possível. E quando ela ia lá eu geralmente sentava no chão e a observava.
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Algumas semanas depois...
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A Lucia foi condenada por homicídio doloso, após matar o infeliz, e infelizmente ela pegou 8 anos de prisão. Oque é injusto pois foi um ato de bondade, para a sociedade. Mas mesmo assim não houve jeito.
Sergio e Lena, finalmente se acertaram e estão bem agora e eles fazem um bom casal e o bom também é que os dois passaram basicamente para as mesmas coisas, assim fica mais fácil de um compreender o outro.
Heloisa agora encontrou um cara legal e que costa de sua filha, e ela falou que está pensando em se juntar com ele.
A Carol e o Fabinho as vezes ligam para a Aline, perguntando como ela e o Arthur estão, mas apesar de tudo isso só tem uma coisa que me desagrada...
Aline vem passando mal nessas ultimas semanas, com pressão alta, ânsias e moleza, não entendo o porque, mas se pelo menos ela fosse para o medico, mas ela insiste que está bem.
Quando eu a vi ela caída no chão do banheiro, tonta e com ânsia, me deu uma angustia em não poder fazer nada, a única coisa que posso fazer é deseja-la melhoras e rezar por ela.
Falta pouco para o Arthur nascer, ela está de oito messes agora, e eu espero que seja por causa disso que isso esteja acontecendo, não gosto de ver meu amor mal.
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Mais alguns dias se passaram...
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-Lena!!! – gritou a Aline do quarto apavorada.
-Aline? – minha mãe correu o mais rápido que pode. – Oque houve? –perguntou assim que chegar.
-Eu estou passando mal, me tira daqui! –implorou a Aline.
-Oque você está sentindo?
-Estou com cólica, ânsia, tonta...
-Espera eu vou chamar seu pai, ele acabou de sair com o Luke!
Minha mãe saiu correndo novamente e abriu a porta de casa, por sorte Sergio estava próximo de casa:
-Sergio!!! Corre temos que levar a Aline para o hospital agora! – gritou minha mãe.
E ele voltou correndo, junto com Luke, logo pegou as chaves do carro e a ajudou a descer as escadas. Ao chegarem lá ela entrou nos casos de emergência e foi submetidas a vários exames na maca mesmo, até um medico dizer:
-Temos que fazer o parto agora! – Aline estava mole e tonta.
-Mas não é muito arriscado? – perguntou a outra medica.
-Sim, mas temos que correr ou perderemos os dois se for oque estamos suspeitando.
Levaram ela a sala de parto, onde estava mais uns 5 médicos, como ela estava mole dois médicos tiveram que a segurar, para tomar a anestesia, quanto mais a anestesia fazia efeito seu corpo amolecia mais e a pele ficava mais pálida e a boca de rosada passou para roxa.
Mas que diabos estava acontecendo.
-Não podemos esperar mais a anestesia, logo vai começar.
Os médicos começaram então a fazer o corte da cessaria, e ela começou a gritar, e logo parou e começou a estremecer.
-Está ocorrendo a primeira!
-Temos que tirar a criança o mais rápido possível.
Logo a Aline parou, mas depois de alguns segundos...
-Segunda! Seus batimentos estão passando de 100!
-Falta pouco, para tirarmos a criança
E ai foram a terceira, a quarta, a quinta e os médicos ainda tentavam retirar o Arthur. Tudo foi tão rápido...
-Os batimentos dela pararam! – falou a medica.
-Eletrochoque! – afirmou a outra medica.
-Não, ainda não, a criança não saiu! – brigou o outro medico estava tentando retirar o Arthur, que lago saiu, aos berros.
Ele realmente era um menino lindo, pequeno e indefeso.
-Rápido faça todos os testes no menino, temos que verificar tudo o mais rápido possível! – disse o medico estava com ele entregando-o para a medica. – Vamos reanima-la.
-1... 2... 3... 4... 5... Mais potencia! 6... 7... Voltou! – aguardou um pouco e logo os batimentos pararam novamente. – Vamos garota, aguente firme! 1... 2... 3...
Mas não houve oque ser feito, e Aline deixou Felipe como eu, e agora nosso filho como será você sem nós?
...

Fim!

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