domingo, 12 de agosto de 2012

Capitulo 66- Entrevistas



Capitulo 66- Entrevistas

Larguei o notebook e deitei na cama e esperei o sono me tomar, e quando eu fui acordar era 10 horas da noite, havia dormido muito.
Levantei da cama, tomei um banho e decidi dar uma volta pela cidade, coloquei uma roupa um pouco mais estilosa, para não destoar muito do restante, logo estava pelas ruas caminhando.
Fiquei maravilhado com a vista, era tudo tão diferente, as pessoas, o ar, enfim, tudo. Tudo que olhava admirava e registrava tudo na minha cabeça.
...
...
A cidade brilhava sob a escuridão dos céus, luzes se espalhavam por todo lugar, animando a noite, as ruas eram calmas e tranquilas, não era muito barulhento, os postes que iluminavam o caminho criavam sombras imensas nas paredes das casas, algumas clássicas e antigas e outras modernas.
O ar era limpo e refrescante, e aos poucos se tornava gélido, decidi ir a algum barzinho, então liguei meus olhos em busca de algum que me chamasse a atenção, não demorou muito, e logo achei um lugar.
Sua fachada era clássica com detalhes de época, mas s luzes roxas nos pilares quebravam o ar de antiguidade, o nome do barzinho estava escrito em prata numa placa preta oval, que estava fixada a parede de fachada, luzes azuis saiam de trás da placa e um holofote iluminava o logo que estava na placa.
Um pouco acima do nome dava para ver o segundo andar, que tinha janelas enormes que pegavam toda a fachada, só abrindo espaço para as pilastras, através dos vidros se via pessoas dançando e se divertindo com musica. Grandes coqueiros se erguiam do asfalto até alcançar o segundo andar, e neles haviam luzes amarelas.
Entrei e deixei meus olhos percorrerem pelo lugar, lá dentro o moderno e o antigo se misturavam, como oque acontecia por toda a cidade, no térreo , era um ambiente mais sossegado, propicio para conversar, no meio do salão havia uma escada de vidro que levava até o andar superior, as mesas eram de vidro com pernas de metal preto, como era nas cafeterias, o balcão era de madeira marrom e acima dele ficava um jogo de luzes o iluminando. Nas paredes estavam papeis de paredes bem clássicos e algumas possuíam espelhos enormes.
Fui até o balcão e logo uma mulher me atendeu, loira de olhos azuis, com uma camisa branca do uniforme.
-Oque você gostariam meu jovem? –perguntou ela me encarrando.
-Queria algo para beber, mas nada muito forte, oque me recomenda?
-As batidas com frutas, elas são mais suaves e saborosas, ou se preferir um simples vinho!
-Vou ficar com a batida mesmo! – disse sorrindo. – Prepare pra mim uma de morango.
-Pode deixar, eu mesma vou preparar.
A mulher se virou e começou a preparar a bebida e enquanto a fazia, dançava conforme o ritmo da musica, logo ela acabou e me entregou o copo.
-Aqui está garoto!
-Obrigado, você teria um canudo?
-Canudo?
-É.
-Não pedem muito isso por aqui. – falou ela entregando o canudo para mim.
-Obrigado.
Ela se encostou no balcão e ficou me olhando, e eu observava o salão que não estava com muita gente, e então puxei assunto com a moça.
-Aqui é sempre parado assim?
-Não, é que você está adiantado; geralmente começa a encher depois das 11:30.
-Ah.
-Você é daqui?
-Não, porque?
-Percebi pelo sotaque, é de onde?
-Brasil, vim a trabalho.
-Hum, seja bem vindo então.
Ela pegou um pano e passou de leve no balcão. E logo voltou a falar comigo.
-Bonito desse jeito, deve ter uma namorada, não é?
-Namorada não! – respondi sorrindo.
-É solteiro?
-Não, sou noivo, vou me casar em setembro.
-Nossa mas assim tão jovem?
-Encontrei a pessoa certa.
-Desejo felicidades a vocês! – disse ela com um tom um pouco desaminado.
Aos poucos a casa foi se enchendo, não demorou muito e minha batida acabou e então decidi visitar o piso superior.
Que não era muito diferente do primeiro, as únicas diferenças eram as poucas mesas e que havia um palco para o DJ, o bar era eclético mas as musicas sempre alternavam entre pop e o rock. Fiquei dançando sozinho mas de repente me enturmei com um grupo de jovens e levei algumas cantadas das meninas, mas não liguei para elas. Desci novamente e fui para o balcão e peguei mais uma batida, depois mais, depois outra e sempre dançando.
Quando cheguei era umas 2 horas e fui tomar um banho e logo deitei na cama exausto.
Fui acordado as 8 horas com meu celular tocando, era uma das secretária da revista.
-Pois não? – falei ao atender.
-Sr. Felipe? – perguntou a mulher.
-Sim!
-Marcamos uma entrevista para você hoje as 11:30, pode ser?
-Claro pode!
-Ok, tenha um bom dia!
-Obrigado, igualmente.
Desliguei o celular e desabei na cama cansado e exausto, mas decidi me animar então fui tomar um banho. E depois pedi um café da manha pelo serviço de quarto e esperei vendo desenho na tv.
Não demorou muito e chegou meu café da manha, um cappuccino e um waffle com chocolate.
Esperei dar o horário, e pedi um taxi, e fui para a entrevista.
Eram sempre as mesmas coisas, nunca saia daquilo, mas fazia parte do meu trabalho.
...
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Capitulo 67 – Ligações
Tentei ligar para ela mas sempre caia na caixa postal ou não completava a ligação.
Continua...

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