terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Capitulo 36 – Novo amigo.



Capitulo 36 – Novo amigo.

-E por que você está assim?
-Por que mesmo que eu corra o risco de piorar, eu acharia ótimo, como sempre foi.
-Desculpa meu amor! – abracei ela com os olhos cheios de lagrimas, por não poder fazer oque ela queria.
...
...
No dia seguinte, quando acordei, Aline ainda dormia encostada no meu peito, com aquela cara angelical, que ela faz quando dorme, acariciei seu rosto e ela sorriu e abril os olhos para mim:
-Desculpa amor, não queria te acordar!
-Eu adoro quando você me acorda.
-Sua fofa.
-Hoje você tem alguma coisa pra fazer?
-Infelizmente tenho, porque?
-Queria que você ficasse comigo esses dias.
-Não vai dar amor, desculpa, é que eu tenho que ir na redação resolver um monte de coisa.
-Tudo bem, então vou preparar um café da manha pro meu menino!
-Menino?
-Sim, você é minha criança.
-Mas num pode um bebe cuidar de um menino!
-Bebe?
-Sim, você é meu bebezinho.
-Bobo.
-Agora eu sou menino bobo?
-Sempre foi.
Eu a agarrei e enchi o corpo dela de beijinhos e mordidas leves, depois ela desceu para preparar o café da manha, eu me arrumei para ir a redação, fui no meu “escritório” peguei tudo o que precisa e desci, para tomar café.
Quando sentei na mesa, a Aline me deu um copo de leite com chocolate:
-O que é isso? Cadê o café?
-Hum, mocinho pode tomar todo o leitinho!
-Aline!!! – ela começou a rir de mim – Tá bom eu tomo o leitinho.
Depois de tomar o café peguei minha coisas:
-Amor, eu vou indo tá, qualquer coisa me liga, eu vou deixar o motorista a sua disposição.
-Aram, pode deixar, mas eu já me sinto bem melhor, só as vezes que me dá tontura.
-Ai que ótimo, então descansa bastante, e num fica fazendo muito esforço!
-Mas Felipe...
-Por favor, por mim tá! E liga pro medico e agenda a consulta, se puder pra amanha, melhor!
-Tá bom amor, bom trabalho!
-Obrigado, se cuida, me liga se acontecer alguma coisa.
-Tá bom, pode deixar.
-Eu te amo!
-Eu também te amo!
Dei um beijo nela e peguei as chaves de casa, e fui caminhado para a redação, ao chegar lá, fui direto na recepção:
-Olá, tem alguma coisa pra mim hoje? – perguntei.
-Há sim, a Carol quer você imediatamente, na sala dela!
-A Carol?
-Sim, ela disse que é um assunto sério.
-Aram, avisa ela que já estou indo.
Antes de ir para a sala da Carol, fui até a minha mesa e deixei, minhas coisas lá, depois fui para a sala dela:
-Queria, falar comigo Carol?
-Sim, sente-se Felipe! –  ela estava muito formal, e isso é muito estranho nela. -  Bom Felipe, eu não queria lhe dizer isso, mas infelizmente, não dá mais!
-Do que você está falando? – perguntei preocupado.
-Bom ultimamente Felipe, você tem faltado muito, pedindo muita licença do trabalho e isso está sendo  horrível para o editorial.
-Bom mas eu tenho minhas razões, eu só estava querendo um tempo com a Aline e ultimamente ela num está muito bem, então ... – comecei falar desesperado.
-Eu sei disso tudo Felipe, mas desde que você conheceu ela, falta direto e quando vem fica com a cabeça nas nuvens! E isso está prejudicando, a revista! – ela deu uma longa pausa no discurso, o que me deixou mais preocupado. – Felipe você está fora da redação, e esses são os seus últimos dias.
-O que? – gritei me levantando da cadeira – Mas eu preciso desse emprego, e ...
-Vá para sua mesa e faça uma matéria de despedida, nela fale que você terá um novo projeto, depois esvazie sua mesa, e amanha você terá um ensaio fotográfico, porque você será capa da revista.
-Mas ...
-Não se preocupa, você continuará sendo, modelo da revista, e logo lhe darei um novo trabalho, que poderá ser feito na sua casa, por isso não se preocupe, e você é um ótimo escritor, e não queremos perder isso!
-Tá bom, obrigado!
-Tenha um bom dia, a e mande um beijo para a Aline.
-Tá pode deixar eu mando sim.
Sai da sala da Carol, um pouco chateado, porque eu adorava, aquele emprego, mas se ela disse que me dará outra coisa pra fazer, então eu fico mais calmo! Fiz tudo o que ela mandou e voltei para casa.
No caminho de volta para casa, eu me deparo com uma garota da minha idade aos berros, mas eu não consegui entender, até que me aproximei e vi que ela chutava algo, mas ainda eu estava muito longe para enxergar oque era.


E assim que andei mais um pouco, vi oque ela chutava e fiquei espantado, ela havia jogado um filhote de husky siberiano no chão e começou a agredi-lo e com chutes muito fortes.
E o tal filhote, com o melhor coração ainda correspondia sorrindo e latindo de felicidade, mas ela não parava de chuta-lo:
-Ei para com isso! – gritei.
-Cala sua boca, o intrometido.
-O que ele te fez, pra fazer isso com ele?
-Odeio meu namorado, aquele trocha! – Ela começou a chuta-lo de novo.
-Pare com isso agora! – eu me atirei na frente dele e o agarrei para protege-lo e recebi os chutes por ele.
O filhote me olhou, e sorriu como uma mera criança e logo latiu pra mim:
-Você tem problema, sua louca? – perguntei segurando – o e me levantando – Ele é um animal, mas também tem sentimentos, e ainda é um animal com um ótimo coração, por que mesmo com tudo isso ele ainda olha pra você e sorri! Como você consegue ser tão fria a isso? Como pode atacar algo indefeso? Eu odeio, pessoas covardes, como você.
Eu me virei, e fui em sentido pra casa:
-Ei devolve meu cachorro!
-Ele não é mais seu!
Continuei andando, e fui andando com ele nos braços:
-Pode deixar, vou cuidar de você amiguinho. – ele sorriu pra mim novamente e sorriu.


Chegando em casa, o coloquei no chão e falei com ele:
-Bom amiguinho, fique a vontade, que eu vou ver meu bebezinho, que deve estar lá em cima, eu já volto. – eu o cariciei e ele simplesmente sorriu.
Subi e fui para o quarto, e a Aline estava lá, sentada na cama vendo desenho:
-Oi meu bebe!
-Aah Felipe, estava com saudade! – eu lhe dei um selinho.
- E você está bem?
- Estou sim !
Eu a deitei na cama e comecei a lhe fazer caricias e dar beijinhos, no seu corpo:
-Tenho duas noticias!
-Qual?
De repente ouvimos um latido, então olhei no chão, e vi meu amiguinho, o peguei e coloquei na cama:
-Bom ele estava na rua, sendo maltratado por uma garota.
-Que horror!
-E como ele é simpático e feliz, quis traze-lo para casa!
O meu amiguinho, logo sorriu e latiu para Aline e não excitou e logo foi para o colo dela, ele deitou e fez uma cara de conforto:
-Posso ficar com ele?
-Só se ele se chamar Luke.
-Ta bom!
...

Capitulo 37 – pai
Quando cheguei em casa, Luke estava na frente da porta, e latiu para mim, sua expressão era de preocupação:
-O que foi Luke?
Ele latiu novamente e foi em direção para a escada, larguei a mochila, e segui-lo ele me levou para o quarto onde ...
...
Continua...

Um comentário :

Kilvia Tainá disse...

Amei mais um capitulo (como todos os outros), parabéns,vc é um ótimo escritor....
Bjus...