segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cap. 5 - A cabana



 Capitulo 5 - A cabana  

E de repente, a chuva parou, trovões e raios desapareceram, as almas sumiram, junto com o corpo horripilante de Danilo, e de novo a floresta voltou a ser um lugar calmo e vazio!  
E novamente só se ouvia nossa respiração, e ficamos ali só aguardando.
...
...
-Agora o que vamos fazer Bruno? – perguntou Luiza.
-Sinceramente eu não sei.
-Será que devemos ficar e aguardar? – perguntou a Eduarda.
-Melhor não, temos que achar alguma coisa, ou algum lugar, com certeza tem alguém por trás disso tudo.
-Mas o que devemos achar exatamente? – perguntou Luiza.
-Não sei, simplesmente olhem em volta e fiquem atentas a sons, se ver algo de estranho me avise.
Fiquei atento a qualquer som ou movimento, que pudesse existir, mas não encontrei nada de diferente só a calma floresta de sempre.
-Bruno o que é aquilo? – perguntou a Eduarda de olhos fixos em um lugar um pouco mais claro.
-Bom... – forcei bem a vista para tentar identificar o lugar q havia algumas luzes amarelas. - ...pelo que parece é uma cabana!
-Será que é de quem está por trás disso tudo? – perguntou Luiza
-Talvez.
-Estou com medo.
-Bom temos que ir pra saber.
As duas contra a vontade, concordaram e seguimos em frente, a Luiza grudada em meus braços e Eduarda nos seguia, tudo estava muito calmo mas aquilo me assustava um pouco.
Odeio a calmaria, isso significa que algo está pra acontecer, e certamente eu não sabia o que eu realmente poderia esperar.
Fomos andando e nos aproximando da cabana, as vezes as luzes dela piscava como se tivesse tendo um curto, e por fora ela aparentava ser bem antiga e acabada.
-Fiquem atentas, estamos chegando na cabana, com certeza haverá algo para nos impedir.
A Eduarda se aproximou mais da gente mas isso não foi o suficiente...
Quando estávamos bem mais próximos, da cabana, reparamos que havia vária armadilhas e vários lugares para se enroscar.
A Eduarda foi pega por uma das armadilhas, ela tropeçou em algo que estava no chão e caiu com tudo, e em baixo dela uma porta começou a se abrir, ela tentou se levantar, mas seu estava preso nos galhos no pé da árvore.
Tentei ajuda-la a levantar mas quando ela se soltou a porta já havia se aberto, e lá em baixo havia um triturador, que estava ligado.
Segurei a Eduarda com toda a força que pude mas, ela escorregou das minhas mãos e caiu no meio das laminas, espirando sangue pra todo lado e fazendo a Luiza gritar.
-Agora é só nós dois. – disse para a Luiza – Tom cuidado amor.
Ela apenas me olhou e abaixou a cabeça, eu a abracei e seguimos em frente, faltava pouco para chegar na cabana.
E assim que ficamos, frete-a-frente com ela, decidi dar uma volta por ela, a cabana não era grande e em pouco tempo a contornamo-la, e aparentemente estava tudo tranquilo.
A cabana, era feita de madeira, mas com o tempo essa madeira apodreceu, deixando a casa em um estado horrível, fora as várias marcas de laminas e fogo pelas poderes.
Subimos os 4 degraus que havia para chegar a varanda, e ficarmos de frente com a porta, eu coloquei a mão na maçaneta e a virei, empurrei a porta com cuidado ela se abriu em rangidos.
Ao virmos aquilo que deveria ser a sala, nos espantamos com o que havia lá.
Aquela cabana estava imunda, a luz era pendurada por um fio bem no centro, e o chão era repleto de símbolos e velas acesas.
-Aconchegante não? – perguntou uma voz alta e grave atrás da gente.
Viramos e vimos um rapaz com um coturno até os pés e com toca  que lhe cobria a metade do rosto.
E quando ele tirou o capuz, reconheci o rosto dele, aqueles traços delicados e o cabelo liso e comprido:
-Gabriel? O que você está fazendo?
-Sentiu saudades Bruno?

        Capitulo 6 – As mortes    
Autores: @gabiparceli @Izaamoutinho_ @PatyBiglit e @Caio_Bigliazzi

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